sábado, 4 de junho de 2011

Mudando de órbita.

Fria e sozinha, a linda bailarina desceu da ponta. Não vê mais o Sol, a dor da perda a corrompeu. Perdeu tudo o que a fé lhe transmitia. Seu coração se questionava o por quê de ela ter crescido, perdeu toda inocência e as crenças que cultivava quando pequena. Desvendou grandes mistérios do mundo... vivendo.
Resolveu deixar o castelo de ilusões para trás, encarou a vida de peito aberto.


Tinha amigos, família e acreditava, da sua forma, em Deus. Ela seguiria mesmo assim.
Quem disse que o Sol nascia igual para todos em todas as manhãs? Quem disse que o amor e a felicidade eram repartidos igualmente para toda a população terrestre? Com o tempo aprendemos que se queremos alguma coisa vamos à luta, é inevitável.
Crescer talvez seja o maior monstro da nossa vida, porém passa tão devagar que nem mesmo chegamos a perceber. Mas, e se, por algum motivo, fôssemos obrigados a crescer de uma hora para outra? Difícil.
O rosa virou preto.

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