domingo, 15 de maio de 2011

These days are gone.

Dia de Sol. Parece que as nuvens foram embora e o nosso amor chegou a primavera. Com cheirinho de rosas e doces fragrâncias. Agradável.
Olhando você, um sorriso gratuito brota no meu rosto. Como é bom ser feliz, como é bom compartilhar sonhos e expectativas. 


O inverno finalmente passou, a manhã não cai mais fria e com o céu nublado. Lembranças de tanta coisa que  agora não passam de memórias distantes. Grandes propostas foram dadas, como em um leilão onde o artigo era um de nós. Momentos turvos, indecisão e distância... mas já pertencíamos um ao outro. 
O poder por traz dos seus olhos quando eu estava caindo me dava forças para prosseguir, me impulsionavam para frente. Seus braços nunca me deixavam desamparada.
Agora é hora de dizer adeus, meu amor, esses dias de tempestade se foram, finalmente estamos bem.

domingo, 8 de maio de 2011

Marcada.

Os cabelos castanhos esparramados pelo travesseiro refletiam a confusão dos pensamentos daquela menina. Lábios pálidos, rosto sem cor... Quem a visse dessa forma pensaria que se tratava de um cadáver. Mas sua morte não era física, o seu coração tinha se despedaçado.Ela morreu por dentro.
Com a dor a menina se tonou marcada pela indiferença e frieza.

Se recolhia nas mais diversas situações, se perguntava constantemente quem era. Nada no mundo conseguia matar aquela menina tímida dentro daquela mulher imponente e bem resolvida.
Ela ainda chorava ao assistir filmes ou ouvir determinadas músicas, só não gostava de demonstrar em público. Segundo ela "a tristeza é para os fracos" . Se enganou tanto com o mundo que se perdeu e suas cores foram junto. Sorriso que outrora encantava todos ao seu redor, agora não tinha resquícios do brilho de antigamente.
A mulher transformou seu coração em pedra com medo da velha cicatriz.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As dores do silêncio.

Silêncio, é isso que está ao seu redor. Apenas o nada de uma alma perdida, enclausurada em uma pequena bola afastada de tudo e todos. Não poderia mais tentar, não teria mais forças suficientes que a fizesse sair daquele abismo sem fim, escuro de mais, frio demais. Será que nunca mais ela poderia ver a luz do Sol? 
"De novo não, por favor, não."Ela não aguentava mais aquela dor que era bem mais dolorido do que qualquer dor física. Ela tinha medo, medo de acreditar nas pessoas e quebrar a cara de novo. E o pior é que não era a primeira vez, passava bem longe disso. Se martirizava por ter sido tão inocente, tão boba.
Mas daquela vez tinha sido pior, o que ela sentia por ele era forte demais, apesar de não admitir para outros, para ele e nem mesmo para si. Ela entregou o coração por inteiro sem perceber, se deixou cair nesse mar de sentimentos enquanto ele entregava o seu coração para outra.
Irónico, não? Acabava se tornando ainda mais por ter sido sua melhor amiga. Nossa, que sorte ela tinha! Porém ela não podia contestar, não podia culpar ninguém, eles não tinham nem ideia dessa bagunça dentro dela. Só ela mesma. Boba, idiota e estúpida. Não faria nada, ela os amava demais para destruir tudo, a única coisa que ela poderia fazer era fugir pois não era masoquista o suficiente para ainda mais seu coração.
Quem sabe um dia ela voltasse, quando tudo aquilo dentro dela estivesse extinto. Quem sabe ela voltasse cedo ou nunca mais.

Muito de mim.


Enquanto todos falam e gritam, eu busco o silêncio, procuro calar minha alma. Escuto o som e sinto a aura de todos, multi coloridos, completamente diferentes de mim.
No meio desse turbilhão de gente tento me encontrar, me reescrever e reinventar. Amadureço e deixo as bonecas para trás. A menina em mim cresceu rápido demais, aprendeu a ter responsabilidade depressa e sem nenhum aviso prévio. Talvez por tudo isso eu seja assim... Sem definição, sem rótulos.
Por mais que tudo queira colocar vendas em meus olhos, tento enxergar o mundo da melhor forma possível. Colorindo ele com as cores mais bonitas e brilhantes, como uma criança e um caderno de colorir.

domingo, 1 de maio de 2011

Sociedade metafórica.

Incrível sociedade inútil. Para onde vamos? Como serão as próximas gerações?
Sinceramente, acredito que o fim está próximo, não somente pela visão religiosa, mas a sociedade vem se destruindo de forma gradativa. As pessoas estão em constante crise de identidade, as doenças psicológicas estão no seu ápice. E eu? Assisto com cara de espanto.
Pessoas invadem escolas e matam crianças inocentes, mães abandonam seus filhos e ninguém se respeita ou se suporta mais.
Daqui a pouco, eu suponho, estaremos uns matando os outros por um acesso de raiva. E nada da essência humana vai nos restar. Enfim, enquanto ainda temos um pouco de sentimento vamos resgatar as coisas boas que existiam em nós, pois ainda há tempo.

domingo, 10 de abril de 2011

Diversificando...

A sociedade em si é diferente em cada indivíduo que a constitui. Somos diferentes nas nossas culturas, no modo de nos relacionarmos, de pensar e viver.
Em uma forma mais abrangente de diversidade, chegamos ao ponto de comparar o homem ocidental e o oriental. A forma de ambos se relacionarem e enfrentarem determinados problemas da sociedade reflete até mesmo na economia, no desenvolvimento educacional... Enquanto um tem uma consciência mais liberalista e "moderna" o outro se torna mais fechado e rígido em suas convicções.
Atualmente uma grande diferença, independente da cultura, que vemos no mundo está no lado da opção sexual. Apesar de acontecer desde os primórdios da sociedade, o homossexualismo vem sendo enfrentado realmente "de cara" só agora.
Enfim, vivemos em um mundo diferente, com pessoas diferentes, no qual somos únicos em nós mesmos. Temos que ter a concepção de que cada um de nós pode ser "o outro", respeitar as pessoas e tentar ter sua própria identidade em um mundo que já marcou a sua.

Obs: Texto feito p/ a aula de Sociologia.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Luto!

E essa sociedade de seres "racionais" é o que mais me assusta. Onde fomos parar? Atualmente, infelizes entram em escolas e matam crianças sem nenhuma explicação. Sendo sincera, tenho medo de algum dia ter um filho e ele viver nesse mundo de caus, guerras e maldades. Meu Deus, não estamos protegidos em lugar nenhum?
Agora, imagino como está o coração dessas famílias, mães que perderam filhos, famílias que apesar de todas dificuldades levavam seus filhos a escola com a esperança de um futuro, futuro esse que nunca vai chegar. Nesse momento, elas veem seu sonho, seus filhos, esparamados no chão frio sobre uma poça de seu sangue, sem vida e com a infância perdida.
Espero que o dia de amanhã possa ser construido com um motivo a mais para se viver, que possamos levar este luto como sinal de vivência, do querer viver, e que passamos a ser pessoas melhores e com um propósito maior. Vamos deixar um mundo de paz e coisas boas para as gerações futuras?